O sangue de Lucinda (Débora Falabella) derramado à força pelas agressões absurdas de Andrade (Ângelo Antônio) jamais será esquecido em Terra e Paixão. As manchas ficaram na memória, no coração e nos traumas da gerente da cooperativa, que só quer distância do homem que transformou sua vida em um inferno, mas precisa pensar em alguma forma de evitar o afastamento integral entre Cristian (Felipe Melquiades) e seu pai. O grupo de apoio visitado recentemente pelo agressor pode virar uma importante chave na trama, mas Gladys (Leona Cavalli) e Silvério (Samir Murad) precisarão dar alguns empurrões.
A dupla será uma das principais responsáveis por incentivar a permanência de Andrade no grupo de apoio, afinal todos sabem que é muito fácil encontrar um refúgio e, logo depois, se entregar novamente ao vício. Por isso, a mãe de Graça (Agatha Moreira) faz um pedido honesto ao criminoso e deixa evidente a necessidade de se dedicar em dobro para evitar um caos completo envolvendo uma possível disputa pesada pela guarda de Cristian.
Silvério também se coloca à disposição para ser o padrinho oficial de Andrade no grupo de apoio e, com o tempo, o alcoólatra começa a acreditar nas chances de se tornar uma pessoa sóbria, ajustada e sem impulsos violentos. Mas, obviamente, ele também precisa de um tratamento psiquiátrico mais profundo para encontrar seus verdadeiros demônios, responsáveis por aflorar sua estupidez nos momentos de embriaguez.
Não é apenas a bebida que transforma Andrade. Ele possui uma alma apodrecida e não esconde sua verdadeira essência, nem mesmo quando está sem uma gota de álcool no sangue, mas a vontade de não perder a família será crucial para, ao menos, injetar um ânimo extra no personagem. Só não vai ser tão fácil obter ombros amigos depois de todos os absurdos cometidos na trama.

