Um novo caso de crueldade contra animais chocou a comunidade de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina (SC), e gerou indignação em todo o estado. Na noite desta quinta-feira (12), um cachorro foi encontrado morto após ser brutalmente arremessado do alto de um prédio abandonado. O crime, ocorrido no bairro Cordeiros, resultou na apreensão de três adolescentes suspeitos de envolvimento no ato bárbaro.
Detalhes do crime brutal
De acordo com informações confirmadas pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal de Itajaí, o episódio de violência teve início quando um grupo de jovens tentou, primeiramente, afogar o animal arremessando-o em um rio da região. Testemunhas relataram às autoridades que, não satisfeitos com a primeira agressão, os suspeitos retiraram o cão da água e o levaram até uma edificação abandonada localizada nas proximidades da Rua Domingos Braz Sedrez.
Relatos indicam que o grupo subiu até o topo da estrutura e lançou o animal de uma altura considerável. Quando as equipes de resgate chegaram ao local, acionadas por denúncias de moradores que presenciaram a movimentação, o cachorro já estava sem vida na calçada. O cenário descrito por quem atendeu a ocorrência foi de extrema violência e desrespeito à vida.
A vítima e o laudo preliminar
A vítima era um cachorro de porte médio, sem raça definida e de pelagem preta. Uma médica veterinária do Instituto Itajaí Sustentável (INIS), que acompanhou a ação policial, realizou uma análise preliminar ainda no local do crime. O exame constatou lesões severas compatíveis com queda de grande altura, incluindo escoriações na região da boca, queixo e palato, além de sangramento visível.
O corpo do animal foi recolhido pela Guarda Ambiental e encaminhado para os procedimentos periciais necessários. A Polícia Científica deve elaborar um laudo oficial que detalhará a causa exata da morte e a extensão dos ferimentos sofridos pelo cão, peças fundamentais para o inquérito policial.
Apreensão dos suspeitos e investigação
A rápida ação das forças de segurança, baseada nas descrições fornecidas por testemunhas, permitiu a localização dos suspeitos pouco tempo após o crime. Três adolescentes foram apreendidos em flagrante e encaminhados à delegacia para prestar depoimentos. Há relatos divergentes sobre a participação de um quarto indivíduo, possivelmente maior de idade, fato que segue sob apuração rigorosa da Polícia Civil.
Durante a abordagem, celulares dos envolvidos foram apreendidos. Em um dos depoimentos iniciais, um dos jovens teria alegado que subiram no prédio apenas para "tirar uma foto", versão que confronta diretamente o relato das testemunhas oculares e a condição em que o corpo do animal foi encontrado.
Repercussão e onda de violência
Este caso em Itajaí não é um evento isolado e reacende o debate sobre a violência contra animais em Santa Catarina. O episódio ocorre apenas algumas semanas após a grande comoção causada pelo caso do cão "Orelha", em Florianópolis, e outros registros recentes de maus-tratos no estado. A frequência desses atos tem mobilizado ativistas, autoridades e a sociedade civil, que cobram punições mais severas e medidas educativas urgentes.
Nas redes sociais, a revolta é palpável. O vice-prefeito de Itajaí manifestou publicamente sua indignação, classificando o ato como inaceitável. A legislação brasileira, através da Lei Sansão (Lei 14.064/2020), prevê pena de reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda para quem praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cães e gatos. No caso de menores de idade, aplicam-se as medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As autoridades seguem investigando o caso para esclarecer a dinâmica completa dos fatos e garantir que todos os responsáveis sejam devidamente penalizados conforme a lei.

















