A faixa nobre da TV Globo ganha uma nova história a partir desta segunda-feira. Escrita em parceria por Walcyr Carrasco e Cláudia Souto, "Quem Ama Cuida" chega para substituir Três Graças com a promessa de resgatar o clássico "novelão", misturando muito suspense, dramas familiares e uma forte crítica social.
A história e a busca por justiça
No centro da narrativa está Adriana, interpretada por Leticia Colin, que assume o seu primeiro papel como protagonista no horário das nove. A vida de Adriana muda drasticamente após uma grande tragédia que a faz perder o emprego e a casa, obrigando-a a ir morar em um abrigo com sua família. É nesse momento difícil que ela conhece o advogado idealista Pedro (Chay Suede).
A reviravolta ganha força quando Adriana começa a trabalhar na casa do poderoso empresário Arthur Brandão (Antonio Fagundes). Ao contrário da família de Adriana, onde todos se apoiam e se amam, a família de Arthur é gananciosa e só pensa em vê-lo pelas costas para herdar sua fortuna. Arthur e Adriana acabam se casando, mas o empresário é assassinado misteriosamente logo na noite de núpcias. Acusada injustamente pelo crime após uma armação da vilã Pilar (Isabel Teixeira), Adriana passa seis anos na prisão. Ao reconquistar a liberdade, ela retorna obstinada a provar sua inocência, colocar os verdadeiros culpados atrás das grades e lutar pelo amor de Pedro.
Estrelas no início da jornada: O reencontro de gigantes
Os primeiros capítulos da trama serão impulsionados pela presença marcante de dois dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, cujo reencontro em cena é um dos grandes atrativos da estreia:
Antonio Fagundes: Dá vida ao milionário Arthur Brandão. Sua participação inicial é avassaladora, pois sua morte precoce é o grande estopim que move o mistério de toda a novela.
Tony Ramos: Interpreta Otoniel, o avô corajoso e protetor da protagonista Adriana. Otoniel será o pilar de sua família humilde e acompanhará de perto, com muita desconfiança, o envolvimento de sua neta com o bilionário.
O desprezo dos ricos pelos pobres em debate
A nova produção promete não fugir de temas espinhosos e vai retratar em horário nobre o preconceito e o forte desprezo que elites arrogantes nutrem pelas classes mais desfavorecidas. Segundo a coautora Cláudia Souto, a busca incansável da protagonista por reparação dialoga diretamente com o público brasileiro, que frequentemente se identifica com histórias de injustiça social. O contraste entre a ganância desmedida da alta sociedade e a dignidade de quem reconstrói a vida do zero será o motor emocional da obra.
