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Série Especial | 1962: quando Garrincha carregou o Brasil rumo ao bicampeonato mundial

Segundo capítulo da série especial do Diário 24 Horas relembra a Copa do Chile, marcada pela lesão de Pelé e pelas atuações históricas de Garrincha.

·Atualizado há cerca de 2 horas
Série Especial | 1962: quando Garrincha carregou o Brasil rumo ao bicampeonato mundial
Garrincha é até hoje, um dos maiores jogadores da história das Copas do Mundo de Futebol. Fonte: Reprodução / CBF

Quatro anos após conquistar seu primeiro título mundial na Suécia, o Brasil chegou à Copa do Mundo de 1962 cercado de expectativas. A missão era difícil: defender pela primeira vez um título mundial e provar que a conquista de 1958 não havia sido obra do acaso.
A base da equipe campeã havia sido mantida. Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos, Zito e Vavá continuavam sendo os principais nomes da Seleção Brasileira. O favoritismo era evidente, mas ninguém imaginava que a campanha seria marcada por um enorme desafio.

A lesão que preocupou o país

O Brasil estreou com vitória sobre o México por 2 a 0. Na segunda partida, contra a Tchecoslováquia, Pelé sentiu uma lesão muscular e precisou deixar o gramado. Naquela época, as substituições não eram permitidas. O camisa 10 permaneceu em campo apenas para completar o jogo, sem condições de atuar normalmente. Os exames confirmaram que Pelé não teria condições de seguir na competição. Para muitos, o sonho do bicampeonato parecia ameaçado.

O surgimento do herói improvável

Se o Brasil perdeu seu principal craque, ganhou um protagonista inesperado. Manuel Francisco dos Santos, o Garrincha, assumiu a responsabilidade de conduzir a equipe. Com seus dribles desconcertantes, arrancadas e gols decisivos, o ponta-direita realizou uma das maiores campanhas individuais da história das Copas do Mundo. Nas quartas de final, marcou dois gols na vitória por 3 a 1 sobre a Inglaterra. Na semifinal, voltou a balançar as redes duas vezes diante do Chile, anfitrião da competição, e levou o Brasil à decisão.
As atuações foram tão impressionantes que muitos especialistas consideram aquela a maior Copa disputada por um único jogador.

A grande decisão

A final foi disputada em 17 de junho de 1962, em Santiago, contra a Tchecoslováquia. Os europeus abriram o placar, mas o Brasil mostrou a mesma força demonstrada quatro anos antes. Amarildo empatou rapidamente, Zito virou o jogo e Vavá fechou o placar em 3 a 1. Ao apito final, a Seleção Brasileira conquistava seu segundo título mundial consecutivo. O Brasil se tornava apenas a segunda seleção da história a conquistar dois Mundiais seguidos.

Curiosidades da Copa de 1962

  • Garrincha terminou a competição como artilheiro, com quatro gols.

  • O craque foi eleito um dos melhores jogadores do torneio.

  • Amarildo ganhou o apelido de "Possesso" após substituir Pelé com destaque.

  • O Brasil sofreu apenas cinco gols em toda a competição.

  • Foi o primeiro bicampeonato mundial da história do futebol brasileiro.

O legado do bicampeonato

A conquista de 1962 consolidou definitivamente o Brasil como a principal potência do futebol mundial. Se em 1958 o mundo conheceu o talento brasileiro, em 1962 veio a confirmação de que aquela geração era especial. O bicampeonato também eternizou Garrincha como um dos maiores jogadores de todos os tempos. Até hoje, suas atuações no Chile são lembradas como um dos maiores espetáculos individuais já vistos em uma Copa do Mundo.

Próximo capítulo

Após conquistar dois títulos consecutivos, o Brasil chegaria ao México em 1970 com a missão de recuperar o prestígio perdido após a eliminação de 1966.
O resultado seria uma seleção que muitos consideram "A MELHOR DE TODOS OS TEMPOS!".
Amanhã, na série especial do Diário 24 Horas: 1970 – A seleção que encantou o planeta.

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