Futebol

O orgulho helvético: a histórica campanha da Suíça na Copa de 2026 e o adeus polêmico contra a Argentina

Após igualar feito de 72 anos atrás, seleção suíça cai de pé na prorrogação em jogo marcado por expulsão controversa de Embolo

José Wilker
Atualizado há cerca de 1 hora
O orgulho helvético: a histórica campanha da Suíça na Copa de 2026 e o adeus polêmico contra a Argentina
A Seleção da Suíça foi a surpresa desa Copa do Mundo. Foto / x.com/nati_sfv_asf

A Copa do Mundo de 2026 conheceu seus semifinalistas, mas uma das histórias mais marcantes deste mundial pertence à Suíça. Considerada a grande "intrusa" e o principal azarão da fase final, a seleção helvética se despediu de cabeça erguida após uma batalha épica e polêmica contra a Argentina nas quartas de final, no último dia 11 de julho, no Arrowhead Stadium. O revés por 3 a 1 na prorrogação encerrou uma trajetória brilhante que igualou a melhor campanha histórica do país em Copas, feito que não ocorria desde 1954.

O caminho dos suíços até as quartas de final foi desenhado com muita resiliência e drama. Nas 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026, a Suíça enfrentou e derrotou a seleção da Argélia por 2 a 0, em partida disputada no BC Place, em Vancouver. Os gols da vitória suíça foram marcados por Breel Embolo e Dan Ndoye. Nas oitavas de final, a equipe protagonizou um duelo eletrizante contra a Colômbia, superando os adversários em uma emocionante disputa de pênaltis, em um confronto de tirar o fôlego. Essa força mental já vinha sendo lapidada desde as Eliminatórias Europeias, onde a Suíça garantiu sua vaga de forma invicta, liderando o Grupo B à frente de seleções competitivas como Suécia, Eslovênia e Kosovo.

No confronto decisivo diante da Argentina, o drama ganhou contornos dramáticos e controversos. Após Alexis Mac Allister abrir o placar para os sul-americanos, a Suíça buscou um empate heroico no segundo tempo com um gol de Dan Ndoye. Contudo, o destino do jogo mudou aos 72 minutos, quando o atacante Breel Embolo recebeu o cartão vermelho por simulação. A decisão do árbitro João Pinheiro, tomada após revisão do VAR, gerou revolta imediata no técnico Murat Yakin e na comissão técnica suíça. Com um jogador a menos, os europeus resistiram bravamente até o fim do tempo regulamentar, mas sucumbiram ao desgaste físico na prorrogação, sofrendo gols de Julián Álvarez e Lautaro Martínez.

A eliminação, embora dolorosa, consolida um trabalho sólido e projeta um futuro promissor para o futebol do país. O elenco suíço apresentou uma média de idade equilibrada de 28,4 anos, mesclando a liderança de veteranos consolidados como Granit Xhaka e Manuel Akanji na linha defensiva, com a energia de um setor ofensivo mais jovem. Essa transição geracional bem-sucedida deixa uma perspectiva otimista para os próximos ciclos internacionais, garantindo que a Suíça continue incomodando as principais potências do planeta.

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