O ator e músico Lúcio Mauro Filho, de 52 anos, revelou publicamente na quinta-feira (13 de agosto de 2026) que foi diagnosticado com câncer no intestino em 2022. A revelação inédita ocorreu durante sua participação no podcast "Alt Tabet", apresentado por Antônio Tabet, onde o artista explicou que manteve a doença em segredo na época para poupar familiares e o público de preocupações desnecessárias.
Segundo o ator, a descoberta do tumor ocorreu de forma precoce por meio de uma colonoscopia realizada durante um check-up médico de rotina. O exame foi solicitado após o artista enfrentar um quadro grave de Covid-19, período no qual testou positivo para o vírus por 25 dias e precisou passar por um longo tratamento preventivo contra riscos de trombose e acidente vascular cerebral (AVC).
Além das complicações físicas decorrentes do coronavírus, o artista relatou ter desenvolvido crises de pânico no retorno às gravações da última temporada do programa humorístico "Escolinha do Professor Raimundo". Ele descreveu ter sentido medo de câmeras, luzes e do ambiente de estúdio, o que o motivou a buscar acompanhamento médico e, consequentemente, realizar a bateria de exames que detectou a doença.
Por ter sido identificado em estágio inicial, o tratamento do tumor colorretal não exigiu procedimentos invasivos, e o ator afirmou estar totalmente curado e saudável. Pouco tempo após superar a doença, no entanto, ele enfrentou a perda de sua mãe, Ray Luiza, que faleceu em fevereiro de 2024 em decorrência de um câncer agressivo.
Após a repercussão da entrevista, o ator utilizou suas redes sociais para reforçar a importância da realização de exames periódicos e da prevenção. Ele declarou que o diagnóstico transformou sua rotina, levando-o a adotar hábitos mais rigorosos em relação à alimentação, ao sono e aos cuidados com o corpo.
O câncer colorretal é o terceiro tipo de tumor mais comum no Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Como medida de saúde pública, o Ministério da Saúde anunciou, em maio de 2026, a implementação de um novo protocolo de rastreamento da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), que utiliza o teste imunoquímico fecal (FIT) voltado para a população na faixa etária de 50 a 75 anos.
