A equipe de Selma Blair falou pela primeira vez em detalhes sobre a prisão da atriz depois de um voo da Delta Air Lines entre Los Angeles e Nova York, no último domingo (11). Em comunicado divulgado com exclusividade pela revista People nesta sexta-feira (16), o representante dela afirmou que a estrela de "Legalmente Loira" e "Segundas Intenções" teve uma emergência médica a bordo, não tentou abrir a porta do avião e não teve intenção de machucar ninguém.
Segundo o porta-voz, a versão que circulou desde domingo foi construída quase só com base no comunicado da polícia e em uma manchete de dez anos atrás, em referência a outro episódio em avião, em 2016. O texto também ressalta que Selma nunca tinha sido presa antes.
O que diz a equipe de Selma Blair
O comunicado classifica como absurda qualquer sugestão de que a atriz não tenha esclerose múltipla, diagnóstico que ela tornou público em 2018. A equipe lembra ainda que Selma convive com o afeto pseudobulbar, condição neurológica que pode provocar crises súbitas de choro, riso ou raiva, e diz que isso pesa diretamente na forma como um episódio médico é percebido por quem não a conhece.
Ao final, o representante afirma que a história tem muito mais do que foi noticiado e pede que todos os fatos sejam considerados antes de qualquer julgamento, seja no tribunal ou na opinião pública.
Do que a atriz é acusada
Selma, de 54 anos, foi detida por volta das 23h (meia-noite em Brasília) no aeroporto JFK, depois que o voo 938 parou no portão. Dois comissários se feriram: antes do pouso, os pilotos informaram um sangramento nasal e marcas de mordida. Parte da imprensa americana chegou a relatar uma tentativa de abrir a porta em pleno voo, ponto agora negado pela equipe.
Na segunda (12), ela se declarou inocente de duas acusações de agressão em segundo grau, por supostamente chutar uma policial e uma enfermeira depois do desembarque. A fiança foi fixada em US$ 20 mil em dinheiro ou US$ 60 mil em garantia, e a atriz foi liberada. A próxima audiência está marcada para 19 de janeiro de 2027.
O FBI também emitiu uma notificação federal por agressão, ainda sem data para comparecimento, e investiga o caso junto com a FAA, a agência de aviação dos Estados Unidos. A Delta disse ter tolerância zero com comportamento indisciplinado.
No tribunal, os advogados citaram a esclerose múltipla e doses de medicação que ela teria deixado de tomar. Nome conhecido de Hollywood, Selma pediu desculpas em 2016 depois de misturar álcool e remédios num voo entre Cancún e Los Angeles.
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