Michael Carrick chega ao clássico deste domingo (18) sob a maior pressão desde que assumiu o Manchester United. O time está há cinco partidas sem vencer e visita o Leeds United às 10h (de Brasília), em Elland Road, pela 7ª rodada da Premier League.
Os números da crise
Em seis rodadas do Campeonato Inglês, o United tem uma vitória, três empates e duas derrotas. Com 6 pontos, ocupa o 14º lugar, com nove gols marcados e nove sofridos. A imprensa inglesa aponta este como o pior início de temporada do clube em 40 anos.
A sequência ruim inclui o empate por 1 a 1 com o lanterna Tottenham, em Old Trafford, e a derrota por 2 a 0 para o Atlético de Madrid, na última terça, pela Champions League. Em Madri, o United levou um gol no primeiro minuto e sofreu o segundo no fim, logo depois da expulsão de Leny Yoro.
Semana turbulenta
O resultado na Espanha abriu uma crise fora de campo. Ainda no estádio, o zagueiro Lisandro Martínez criticou publicamente o diretor de futebol Jason Wilcox pela falta de reforços. Na quinta, depois de se reunir com Wilcox, com o CEO Omar Berrada e com o próprio Carrick, o argentino pediu desculpas. Ele está relacionado para o clássico.
Na coletiva de sexta, Carrick negou qualquer racha no elenco e chegou a cortar um repórter que sugeriu que era ele quem precisava de resultados. "Eu não preciso de resultados. Todos nós precisamos. Não é sobre mim. O Manchester United é maior do que qualquer pessoa", respondeu.
O técnico também deu a entender que o clube deve ir ao mercado em janeiro, o que reconhece, em parte, a queixa de Martínez sobre o elenco.
De 100% de aproveitamento à pressão
O cenário é bem diferente do começo do trabalho. Carrick assumiu o United em janeiro, depois da saída de Ruben Amorim, venceu o clássico contra o Manchester City na estreia e emendou uma sequência de vitórias. Em fevereiro, ao bater o Tottenham por 2 a 0, ainda tinha 100% de aproveitamento.
Nesta temporada, o clube contratou nomes como Andrey Santos e Carlos Baleba, mas o time não engrenou. Para o analista Pete Gill, da Sky Sports, Carrick foi sereno na coletiva, mas a resposta precisa vir em campo.
Desfalques do United
Benjamin Sesko segue fora, com um problema na canela, e também não podem jogar Manuel Ugarte, Patrick Dorgu e o goleiro Tom Heaton. Luke Shaw e Kobbie Mainoo, que se machucaram contra o Tottenham e nem viajaram a Madri, ainda são dúvidas. Carrick disse que vai decidir sobre os dois perto do jogo.
O Leeds favorito
Do outro lado, o Leeds de Daniel Farke vive outro momento. É o 8º colocado, com 9 pontos, e perdeu só uma vez na temporada, de virada para o Arsenal, no Emirates, depois de sair na frente. Com cinco gols sofridos, tem uma das defesas mais seguras do campeonato. O ataque passa por Dominic Calvert-Lewin, artilheiro do time na última temporada, com 14 gols na Premier League.
As casas de apostas inglesas apontam o Leeds como favorito. Segundo a imprensa local, é a primeira vez que isso acontece num confronto entre os dois na era Premier League.
O Leeds não vence o United em Elland Road desde 2002, mas ganhou por 2 a 1 em Old Trafford em abril. Farke não terá o zagueiro Joe Rodon nem o atacante Mateo Joseph, mas pode contar com Dan James, que se recupera de um problema nas costas e enfrentaria o ex-clube.
O que vem depois
Depois de Elland Road, o United volta a jogar fora de casa pela Champions League, contra o Como. Mais um tropeço no clássico aumentaria a pressão sobre Carrick, num momento em que o próprio técnico reconhece que o clube precisa de resultados.
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