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Street Fighter lidera bilheteria mundial com US$ 51 milhões na estreia

Street Fighter, com Jason Momoa como o brasileiro Blanka, abriu em 1º no mundo, mas abaixo do esperado. No Brasil, o filme ficou em 2º com US$ 1,2 milhão.

Marvin Almeida
Por ·
Street Fighter lidera bilheteria mundial com US$ 51 milhões na estreia
Apesar dos bons números, o filme não alcançou as expectativas da Capcom para a primeira semana. Crédito: Paramount/Divulgação.

O novo Street Fighter venceu o primeiro round nos cinemas. A adaptação dos games da Capcom arrecadou US$ 51,1 milhões no mundo no fim de semana de estreia e liderou a bilheteria global. Foram US$ 31 milhões nos Estados Unidos e no Canadá e US$ 20,1 milhões em 65 mercados internacionais, segundo a revista americana Deadline.

A vitória, porém, veio por pontos. A expectativa era de uma abertura mundial perto de US$ 70 milhões, e o filme custou US$ 82 milhões, bancados pela Legendary e pela própria Capcom. Segundo a Deadline, quem acompanha o projeto de perto diz que a conta deve fechar no fim, somando streaming, TV e outras receitas além das salas de cinema.

Brasil foi um dos mercados mais fortes

O Brasil recebeu o filme um dia antes dos americanos, na quinta (15). Por aqui, Street Fighter estreou em segundo lugar, com US$ 1,2 milhão em 726 salas. A Deadline já apontava a América Latina, com destaque para Brasil e México, entre as apostas da Paramount para o lançamento.

O interesse brasileiro tem um motivo extra: Blanka, o lutador verde que solta descargas elétricas, é brasileiro e tem a história ligada à Amazônia desde Street Fighter II. No filme, ele é vivido por Jason Momoa, o Aquaman.

Lá fora, o filme liderou no Reino Unido (US$ 3,3 milhões), no México (US$ 1,8 milhão) e na Austrália (US$ 1,6 milhão). No Japão, terra da Capcom, rendeu US$ 875 mil. Rodado para as telas Imax, somou US$ 7,7 milhões nesse formato no mundo.

Puxado pelos fãs, criticado pela imprensa

O título da Deadline resume o fim de semana: a abertura foi movida principalmente pelos fãs. O site americano TheWrap levanta a dúvida que vai definir o futuro do filme: se ele consegue atrair quem não joga ou se vai perder fôlego rápido.

A recepção não ajuda. O público que saiu das sessões deu nota B- no CinemaScore, a mesma do Street Fighter de 1994, com Jean-Claude Van Damme. No Rotten Tomatoes, a aprovação da crítica gira em torno de 40%, contra cerca de 80% entre os espectadores.

Na comparação com o rival de gênero, o resultado nos Estados Unidos ficou abaixo dos US$ 38,5 milhões de Mortal Kombat II, que estreou em maio. Fora dos EUA, porém, a largada foi 4% melhor que a de Mortal Kombat II em mercados equivalentes, segundo a Deadline. O próximo desafio vem já no fim de semana que vem, com a estreia de Clayface, da DC.

O que é o novo Street Fighter

Dirigido por Kitao Sakurai, o filme se passa em 1993. Ryu (Andrew Koji) e Ken Masters (Noah Centineo) voltam a lutar quando Chun-Li (Callina Liang) os recruta para o Torneio Mundial de Guerreiros, que esconde uma conspiração. O elenco tem ainda David Dastmalchian como M. Bison, os astros da luta livre Roman Reigns (Akuma) e Cody Rhodes (Guile) e o rapper 50 Cent como Balrog.

É a terceira versão com atores da franquia, depois do filme de 1994 e de Street Fighter: A Lenda de Chun-Li, de 2009. O longa também é o segundo da Capcom nos cinemas este ano, depois de Resident Evil, de Zach Cregger, que já passa de US$ 360 milhões no mundo.

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