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Tecnologia

Lighthouse of Madness: jogo brasileiro de terror estreia na Steam

Jogo de quebra-cabeça inspirado em Lovecraft, feito em Curitiba, passou de 17 mil listas de desejos e teve as primeiras análises positivas no lançamento.

Marvin Almeida
Por
Lighthouse of Madness: jogo brasileiro de terror estreia na Steam
H.P. Lovecraft é a grande inspiração por trás do game brasileiro. Imagem: Reprodução/Steam

O jogo brasileiro Lighthouse of Madness chegou nesta quarta-feira (21) à Steam, para PC. Desenvolvido pelo estúdio curitibano Flying Jack Studios, o título é uma aventura de quebra-cabeça em primeira pessoa inspirada na obra de H.P. Lovecraft e nas salas de fuga, as famosas escape rooms. É o primeiro jogo do estúdio, em desenvolvimento desde 2020.

A história

O jogador controla Dorian Cannon, engenheiro responsável por consertar faróis antigos e instalar sistemas automáticos. Numa dessas missões, ele vai até a ilha de Darrene, perto de Innsmouth, para resgatar a equipe de faroleiros e levá-la de volta ao continente. Logo na chegada, fica claro que algo deu muito errado.

Armado só com uma lanterna, Dorian explora o farol, prédios abandonados e uma mina desativada, resolvendo enigmas para abrir caminho. Documentos e objetos espalhados pela ilha ajudam a montar o mistério.

O principal diferencial é a mecânica de sanidade: ela se desgasta com o tempo e interfere na jogabilidade, o que pressiona o jogador a resolver os desafios antes de perder o controle.

As primeiras reações

No dia do lançamento, a recepção ainda é pequena demais para um veredito. A página do jogo tinha apenas duas análises de jogadores, ambas recomendando o título. Uma delas elogia a atmosfera lovecraftiana, os quebra-cabeças "intuitivos, mas desafiadores" e o design das fases. A Steam ainda não exibe nota geral.

O estúdio comemorou ter passado de 17 mil listas de desejos na plataforma. Ao atingir 15 mil, na véspera, a equipe liberou um desconto de lançamento de 15%, válido até 4 de novembro.

Nem tudo foi elogio. No fórum do jogo, jogadores pediram a opção de reconfigurar as teclas. Quem testou a demonstração também reclamou de voltar ao começo depois de morrer.

Feito em Curitiba

O núcleo do estúdio tem três pessoas:

  • Guilherme Ferraz Dondoni, responsável por modelagem 3D, efeitos, design de fases e roteiro.

  • Luciano Luiz Mendes Horst, responsável por arte 2D, som, game design e enredo.

  • Thiago Wu Teng, responsável pela programação.

A ideia nasceu em 2019, depois de tentativas com um jogo de tabuleiro e um projeto feito numa game jam.

A equipe faz um evento de lançamento aberto ao público na sexta-feira (23), a partir das 17h30, no Estúdio Riachuelo, em Curitiba, com demonstração do jogo e conversa sobre o mercado independente no Paraná.

Requisitos e idiomas

O jogo tem interface, dublagem e legendas em português do Brasil. Para rodar, pede no mínimo Windows 10 de 64 bits, 8 GB de RAM, placa de vídeo GeForce GTX 750 Ti e 15 GB de espaço livre. Há uma demonstração gratuita na Steam.

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