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Corpos das vítimas de acidente aéreo em Monte Dourado já chegaram a Belém

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos
Corpos das vítimas de acidente aéreo em Monte Dourado já chegaram a Belém

Chegaram ao Centro de Perícias Científicas (CPC) “Renato Chaves”, em Belém, às 19h30 desta quarta-feira (13), os corpos das 10 vítimas do acidente com o avião bimotor modelo 821-Carajás, prefixo PT-VAQ, que caiu na noite de terça-feira (12), por volta das 20h30, em Monte Dourado, no município de Almeirim (oeste do Pará).

O Centro de Perícias, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), enviou ainda na manhã de quarta-feira uma equipe composta por dois peritos criminais e quatro auxiliares de remoção, para realizar a perícia no local da tragédia e levar os cadáveres ao Instituto Médico Legal (IML), para serem periciados.

A aeronave pertencia à companhia de taxi aéreo Fretax, que terceiriza voos comerciais para empresas em várias regiões do Pará. Segundo informações da Aeronáutica, que foi acionada logo após o desaparecimento do avião, a queda aconteceu a cerca de 10 quilômetros da cabeceira da pista de pouso e decolagem do Aeroporto de Monte Dourado.

A perícia nos destroços da aeronave será realizada pelo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa), ainda sem data prevista para a divulgação do laudo. A empresa Fretax infomou que os passageiros eram operários que trabalhavam na construção de uma barragem, na região da Hidrelétrica Santo Antônio do Jari.

Liberação

Em coletiva realizada na sede do CPC Renato Chaves, na tarde desta quarta-feira, o diretor geral da instituição, Orlando Salgado, detalhou como será o processo de liberação dos corpos aos familiares. “Os corpos estão carbonizados, o que dificulta o processo de identificação. Por conta do estado em que se encontram, faremos coleta de material biológico de cada um deles para exame de DNA, o que também deve ocorrer com os familiares. Após termos os resultados dos perfis genéticos de todos eles, procederemos o confronto dos resultados e a identificação”, explicou.

Segundo Orlando Salgado, é a primeira vez que o CPC Renato Chaves atua com um grande número de profissionais em um acidente aéreo. “Nunca antes atuamos de uma só vez na análise de 10 corpos carbonizados, vitimados por um acidente aéreo no Pará”, informou.

O diretor também disse que a perícia oficial paraense empregará em todas as análises, desde a cena da tragédia até às análises laboratoriais, profissionais de diversas áreas do conhecimento, e utilizará tecnologia do governo do Estado. Segundo ele, o objetivo é que os corpos sejam liberados o mais rápido possível, em respeito à dor dos familiares, mas ainda não é possível precisar quantos dias serão necessários para que isso ocorra. O CPC só divulgará os nomes das vítimas do acidente quando forem identificadas.

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