A estudante Maria Lidiane Ribeiro, 32, acusada de atirar na colega de faculdade, Beatriz Negrão Cabral, 29, dentro da unidade da Faculdade de Estética Ipiranga, em Belém, crime ocorrido na quinta-feira (14), apresentou-se a Polícia na manhã desta segunda-feira (18). Ela confessou o crime e disse estar arrependida. O motivo seriam intrigas sobre o relacionamento que mantinha com outra mulher.
Maria Leidiane foi ouvida pelo delegado Guilherme Tavares, por cerca de 1 hora e meia, na Delegacia de São Brás. Depois de prestar depoimento ela conversou com a imprensa e contou como tudo aconteceu.
Segundo Leidiane, o crime foi motivado por uma desconfiança da companheira da vítima, de nome Neide. Lidiane contou que recebia mensagens e fotos pelo celular com acusações vindas de Neide.
A namorada de Beatriz acusava Lidiane de ter um caso com Beatriz e que, por esse motivo a companheira de Lidiane, com quem tinha um relacionamento há 11 anos, de nome Leila, a teria abandonado por conta das suspeitas de traição. Lidiane contou ainda que foi à Faculdade procurar Beatriz, para pedir a ela que a acompanhasse ao encontro de Leila para discutir o problema. 'Nesse dia eu fui até lá (faculdade) pedir que ela (Beatriz) fosse comigo até o trabalho da Leila confirmar que não havia relacionamento nenhum entre nós, mas ela se recusou e como eu estava muito nervosa acabei atirando', confessou.
A estudante disse estar arrependida de ter atirado na colega. 'Nunca tive nada com a Beatriz. Quem causou tudo isso foi a Neide. A culpa disso tudo é dela. Ela é a culpada. Peço desculpas aos meus amigos da faculdade. Estou arrependida. Na hora estava muito desesperada', justificou. Leidiane disse ainda que a única vez que deu carona à Beatriz, a deixou em um supermercado na rodovia BR-316, pois era seu caminho.
O delegado Guilherme Tavares, contou que a acusada se apresentou espontaneamente e confessou o crime. 'Já pedimos a medida cautelar preventiva (prisão preventiva) dela por tentativa de homicídio e posse ilegal de arma, mas enquanto isso ela fica em liberdade', disse o policial.
Lidiane disse à polícia que comprou a arma do crime em Capitão Poço, onde mora e que a jogou no rio Guamá, mas a polícia vai investigar para saber se a informação procede.
Ache Belém com informações do ORM

