Escolas públicas paraenses foram destaque na edição 2013 da Feira Brasileira de Ciências e Inovação (Febrace) promovida na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), de 11 a 16 de março. O Pará levou doze projetos desenvolvidos em escolas estaduais, municipais, particulares e em Clube de Ciências, e conquistou quatro terceiros lugares, além de menções honrosas e prêmios destaques. Participaram do evento científico projetos de escolas de Abaetetuba, Castanhal, Igarapé-Miri e Parauapebas.
Escolas da cidade de Igarapé-Miri conquistaram quatro premiações. Da Escola Estadual Manoel Antônio de Castro, o projeto “Creme natural para higienizar as mãos: utilizando a biodiversidade da amazônia para cuidar da nossa saúde” foi o 3º colocado no prêmio de melhor pôster, melhor relatório e melhor diário de bordo. A Escola Municipal Aristóteles Emiliano de Castro ficou com o 3º lugar em Ciências Humanas com o projeto “Mídia para alunos deficientes auditivos: um recurso complementar ao ensino de ciências”.
Outra escola daquele município premiada foi a Escola Bom Jesus do Caji I, que ficou com o 3º lugar em Ciências Agrárias, com o projeto “Transformando os resíduos do buriti em ração para suínos e carvão, produtos alternativos para a preservação do meio ambiente e para a geração de emprego e renda no município de Igarapé-Miri”. Com o projeto “Mídia para alunos deficientes auditivos: um recurso complementar ao ensino de ciências”, a Escola Municipal Aristóteles Emiliano de Castro foi menção honrosa da Unesco no evento. O projeto “Estudo da ação larvicida e inseticida de vegetais, para o controle do vetor Aedes aegypti”, do Clube de Ciências de Abaetetuba, foi o 3º lugar na categoria Destaque Relevância Social, com o estudante Rafael Carmo da Costa, desenvolvido sob orientação da professora Maria Gorete Abreu Costa da Paz.
De Castanhal, o “Economia da farinha: uma visão sustentável” recebeu o prêmio de Inovação Ciência Show. O projeto Forson-Desinfectfil: uma alternativa de desinfecção e filtração de águas para comunidades de baixa renda, de Abaetetuba, foi premiado pela Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (SBBq) no Prêmio Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular. O Colégio Pitágoras, de Parauapebas, foi destaque do Prêmio Inovação em Acessibilidade e Inclusão da Pessoa com Deficiência com o projeto “As alterações dos hábitos alimentares indígenas: um estudo de caso com a tribo dos Xikrin do Cateté”.
A participação da estudante Maria de Nazaré Nunes, de Castanhal, abriu novos horizontes. “Minha experiência na Febrace está sendo 'Pai D’égua'! É uma experiência que vou levar para vida toda, que vai me ajudar numa faculdade, num mestrado e outras coisas que quero alcançar. É o começo da minha trajetória como pesquisadora”, avaliou. Para o professor Gilberto Silva, orientador de três projetos, o incentivo à pesquisa com alunos de ensino Fundamental e Médio e de grande importância. “Acredito que estamos no caminho certo e que com este tipo de trabalho desenvolvido no âmbito escolar proporciona aos alunos oportunidade de se destacar e principalmente mudar de vida.
Ache Belém com informações da agência Pará

