Uma parceria entre a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe) e a Prefeitura de Belém, anunciada nesta terça-feira (19), abrirá vagas no mercado de trabalho para detentos que cumprem pena em regime semiaberto, contribuindo para o processo de reinserção social. Em solenidade realizada na Associação Comercial do Pará (ACP), o prefeito Zenaldo Coutinho informou que a Prefeitura de Belém contratará 100 internos, para o trabalho de limpeza de canais e manutenção de praças na cidade.
“Essa novidade tem como objetivo não apenas ampliar o número de trabalhadores das secretarias de Saneamento e Urbanismo, mas mostrar a preocupação com a inclusão social desses detentos”, frisou Zenaldo Coutinho.
O titular da Susipe, tenente coronel André Cunha, ressaltou a importância do projeto. “Acho excelente a iniciativa da Prefeitura, que vem coroar essa parceria entre governo do Estado e governo Municipal na construção de melhores soluções para Belém, com o aproveitamento da mão de obra do sistema penitenciário. A parceria não traz benefícios apenas para o público, mas também para os internos, já que eles recebem o benefício da remissão de pena, além de remuneração pelo trabalho. Com essa oportunidade de trabalho ganha o cidadão, o interno e toda a sociedade. É um belo exemplo de reinserção social”, afirmou.
O estímulo profissional aos detentos integra as medidas de reinserção social durante o cumprimento da pena. Paralelamente à educação formal, os detentos da Susipe têm acesso á profissionalização por meio de cursos de mecânica de motocicleta, refrigeração, eletricista predial, violão e musicalização.
Projetos dessa natureza são a esperança para pessoas como Wellington Fernando de Souza Silva, egresso do sistema penal, que apesar de estar em liberdade esbarra na dificuldade em conseguir uma vaga no mercado de trabalho. Há três meses em liberdade, após o cumprimento de uma pena de um ano e seis meses, Wellington, 22 anos, ainda enfrenta a desconfiança da sociedade. “É muito difícil. Eles olham pra gente com outros olhos. Não dão chance. Só pode ser preconceito! Mas apesar da dificuldade, com a ajuda de Deus eu não perco a esperança em um futuro digno”, declarou.
Ache Belém com informações da agência Pará

