A cesta básica de Belém continua entre as mais caras do País, com alta acumulada de 7,47% no primeiro trimestre deste ano. As informações são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese-PA). Em março, a cesta básica do belenense custou R$ 291,86, uma alta de 1,80% na comparação com fevereiro.
De acordo com o Dieese-PA, a farinha de mandioca, com alta de 8,49%, registrou a maior alta de preços no mês passado na capital paraense, seguida pela banana (8,45%), tomate (2,72%) e leite (2,62%). Já entre os alimentos que ficaram mais baratos em março estão o arroz (-3,64%), café (-1,64%), óleo de cozinha (-1,59%), açúcar (-1,47%), carne bovina (-1,28%) e manteiga (-0,17%).
O Dieese-PA aponta que, em março, o custo da cesta básica para uma família padrão belenense, composta por dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 875,58, sendo necessários, portanto, quase 1,3 salário mínimo para garantir as necessidades mínimas do trabalhador e sua família com alimentação. A pesquisa mostra ainda que para comprar os 12 itens básicos da cesta o paraense comprometeu 46,79% do salário mínimo de R$ 678,00 e teve que trabalhar 94 horas das 220 horas previstas em lei.
País - Apesar das desonerações de produtos da cesta básica, anunciadas em março pela presidente Dilma Rousseff, os preços dos gêneros alimentícios essenciais não cederam e continuam a subir em 16 de 18 capitais pesquisadas pelo Dieese. O alívio nos impostos impediu, porém, uma alta maior, avaliou o órgão.
Na Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada mensalmente, as maiores elevações ocorreram em Vitória (6,01%), Manaus (4,55%), e Salvador (4,08%). Em Florianópolis (-2,25%) e Natal (-1,42%), houve retração. No Rio, o avanço mensal foi de 2,66% e, em 12 meses, de 22,69%. No ano, a variação é de 11,77%.
Ache Belém com informações do jornal Amazônia

