O presidente do Conselho Eleitoral da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB), pastor Antonio Carlos Lorenzetti, afirmou a imprensa que os pensamentos do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) não refletem e não representam o pensamento geral dos fiéis e pastores da Assembleia de Deus, à qual o parlamentar é vinculado. Feliciano é alvo de muitas críticas da opinião pública desde que assumiu a Comissão dos Direitos Humanos, por dar declarações tidas como homofóbicas e racistas.
Nessa quinta-feira (11), o parlamentar Feliciano esteve no evento da CGADB, para eleger o presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, principal entidade da maior denominação evangélica do país. Na ocasião, o pastor José Wellington, 78, confirmou foi reeleito, confirmando o seu favoritismo.
Apesar da presença constante de Feliciano nos principais eventos da Igreja Evangélica, o pastor Antonio Carlos, afirma que o poder de influência de Feliciano é "nenhum" entre os 24.200 pastores inscritos na convenção dentro de um universo de 71.525 ministros. Segundo ele, Feliciano não tem poder de voto e foi à convenção apenas para "visitar amigos".
"Ele não espelha o pensamento geral dos evangélicos. Ele espelha o pensamento dele. Ele não fala por mim. Se ele quer pensar assim, eu respeito à opinião dele como respeito à de todos. A influência do pastor Marco Feliciano, dentro da convenção, é nenhuma. O pastor Marco Feliciano não está nem inscrito para poder votar aqui na nossa convenção", destacou o Lorenzetti.

