Central do Brasil, Assassinos por Natureza, Easy Rider ou Bonnie e Clyde poderiam ser de cara os primeiros exemplos de “roadie movies” ou “filmes de estrada”, mas antes que o mundo cinematográfico levasse o espectador a acompanhar a transformação do seu herói em uma aventura que dura o tempo de uma viagem, a literatura já nos apresentava Odisseia e Eneida.
São dessas histórias épicas que a inspiração para o gênero surgiu. Os roadie movies ganharam força após a Segunda Guerra Mundial e com o crescimento da produção de automóveis nos anos 60. Em Belém, a ideia dos filmes de estrada tomaram conta dos universitários do curso de comunicação da Universidade da Amazônia, que estão concorrendo no Festival de Curtas “Osga”, que acontece no dia 1º de junho no Cine Olympia, às 19h, promovido pela própria instituição.
O “roadie movie” paraense que se chamará “A Viagem de Edgar” já em processo de gravação. A produção é da “Plankton Filmes” dos alunos do terceiro semestre e conta com um grupo de nove pessoas entre produção e atores, além do apoio da Topline. O objetivo é levantar importantes debates sobre conflito familiar, liberdade de expressão e reflexões pessoais, além de resgatar a estética dos filmes de estrada.
O curta conta a história de Edgar (Matheus Paes), um garoto de 18 anos que acabou de entrar no curso de Medicina. Filho de político do partido cristão do Estado (Mário Rego) tem que enfrentar a autoridade e ambição do pai. Ele não consegue estabelecer uma relação com a família e se sente sem autonomia para tomar importantes decisões. Diante da vontade de mudar o panorama de sua vida estagnada conhece Luma (Clarice Sequeira), juntos passarão por lugares e experiências nunca imaginadas.
“Começamos a pensar primeiro na estética do filme, queríamos entrar no clima de um 'roadie movie', então vimos alguns clássicos como Vida Selvagem e Taxi Driver. Além de clipes como da Lana Del Rey que resgatam a ideia do retrô”, conta Luiz Vilhena um dos produtores do curta.
Os jovens aspirantes a cineastas se preocuparam não só com a estética do filme, mas com a preparação de elenco. Para Matheus Paes viver Edgar foi preciso que ele fizesse exercícios de pensar na figura da personagem com riqueza de detalhes. A equipe se preocupou em orientar Paes até mesmo nos pequenos gestos durante as cenas, o que se mostrou um desafio para quem nunca tinha atuado antes.
“A Viagem de Edgar desde a fase embrionária da criação do argumento e do roteiro me inquietou bastante, o mais difícil de escrever é que mesmo você sabendo o destino final da personagem a viagem em si tem muitos fios emaranhados, que é onde está o maior dos desafios”, diz Allan Alencar diretor do filme.
Segundo ele a grande expectativa de toda a equipe não está focada nas premiações dos festivais que eles desejarem concorrer, mas em como a história de Edgar pode afetar as pessoas. “Experiências de vida, conflitos internos e o eterno desejo por saber o que é a felicidade, é isso que mais importa na produção dessa obra”, diz.
“Osga” e o sonho de fazer cinema
Foi em 2003 que o Festival de curtas da Universidade da Amazônia, com o curioso nome de “Osga”, começou sua trajetória de sucesso em Belém. A iniciativa estimula a produção de curtas metragens premiando os melhores inscritos, lá se vão 10 anos literalmente “escalando paredes” e “atravessando os muros” além da própria universidade, se tornando referência na região norte.
Para acompanhar o processo de produção e todas as novidades do curta “A Viagem de Edgar” no facebook: https://www.facebook.com/AViagemDeEdgar?fref=ts
Encontre tudo sobre o Festival “Osga”.
Contatos:
Allan Alencar – 80944708
Paulo Dias – 80808957
aviagemdeedgar@gmail.com

