Walid Mualem, ministro das Relações Exteriores da Síria, afirmou que a missão dos especialistas da ONU, que investiga o suposto uso de armas químicas no país, que seria realizada hoje (26) foi adiada para amanhã (28) por falta de garantias dos rebeldes. "Hoje, nos surpreendeu o fato de que não puderam seguir para o local porque os rebeldes não conseguiram chegar a um acordo para garantir a segurança da missão. Portanto, a missão foi adiada para amanhã", explicou o ministro.
A investigação esta ocorrendo porque a oposição síria afirma que centenas de pessoas morreram enquanto dormiam, na madrugada da quarta-feira passada, por causa de um ataque com armas químicas realizado a mando do governo. O governo de Assad nega ter cometido o massacre, e no domingo autorizou a visita de inspetores da ONU ao local.
Na segunda-feira, um carro com inspetores de armas químicas da ONU foi atingindo por franco-atiradores, quando eles se dirigiam a subúrbios de Damasco supostamente atacados com armas químicas, mas ninguém se feriu gravemente. O ministro Walid rejeitou a acusação do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, de que o governo do presidente Bashar al-Assad estaria obstruindo o trabalho da equipe da ONU.

