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Em SP, setor industrial demite 4,5 mil funcionários em outubro

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos

Cerca de 4.500 trabalhadores foram demitidos do setor industrial em São Paulo, somente no mês de outubro. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (14) pela Pesquisa de Nível de Emprego, realizada pela Fiesp e Ciesp (Federação/Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

Por sua vez, o consumo de produtos industriais importados chegou a alcançar a marca de 21,8% no terceiro trimestre de 2013, representando um novo recorde. Isso deixa a indústria nacional cada vez mais de lado na preferência do consumidor e reflete na precariedade de investimentos em tecnologia no país. 

Paulo Francini, diretor da Fiesp, teme um possível fracasso no mercado de trabalho da indústria paulista, que pode não conseguir encerrar o ano com taxa positiva.

Nos últimos 12 meses, de acordo com o levantamento, foram fechados quase 40 mil postos de trabalho, valor consideravelmente alto. O setor da indústria de açúcar e álcool fechou 2.357 vagas, enquanto o de transformação despejou contados 2.143 empregados. Já o setor alimentício fechou 3.009 postos de trabalho no mês em questão. 

Em outro estudo recente, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é visto que o número de contratações de empregados na indústria brasileira caiu 0,4% em setembro, em relação a agosto, contabilizando a quinta taxa negativa consecutiva nesta comparação, acumulando um total de 1,7% em perdas. Esses dados assustam os economistas, assim como os donos de empresas, muitos beirando um trágico fracasso. 

Se for comparar com o mesmo período do ano passado, o emprego industrial apontou uma queda de 1,4%. O resultado foi a 24ª taxa negativa nesse tipo de confronto e o mais intenso desde setembro de 2012.

Fiesp e Ciesp ainda têm uma visão otimista para o PIB (Produto Interno Bruto) do setor manufatureiro, que prevê um crescimento de 2,1% ainda em 2013. O indicador do nível de atividade deve fechar este ano com alta de 2,5%. Ou seja, a produção pode terminar com valor positivo, mesmo que, para isso, seja preciso demitir uma grande porção de funcionários, acarretando em uma taxa negativa de emprego.

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