O aplicativo social “Lulu”, que criou polêmica nos últimos dias, está dando o que falar nas redes sociais, e até mesmo na Justiça. Nesta segunda-feira (2), foi divulgado um inquérito pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) contra a empresa Luluvise, responsável pelo novo aplicativo para smartphones.
Em nota, o MPDFT afirma que o Lulu é uma ofensa à honra do homem, e tira os direitos existenciais do mesmo.
“Após ampla divulgação na imprensa de que o Facebook Serviços Online Ltda., em associação com a Luluvise Inc., é capaz de ofender direitos da personalidade de milhões de usuários do sexo masculino, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor instaurou, na última sexta-feira, dia 29, inquérito civil público (ICP) contra as duas empresas. Ambas têm o prazo de cinco dias para prestar esclarecimentos sobre o assunto”, inicia o documento.
“Denominado Lulu, o aplicativo permite que apenas as mulheres, usuárias da rede social, façam, anonimamente, inúmeras avaliações dos homens, inclusive atribuindo notas sobre diversos aspectos pessoais como desempenho sexual, caráter e forma de interagir com as mulheres em relações íntimas.”
“Essa situação evidencia ofensa a direitos existenciais de consumidores, particularmente à honra e à privacidade, ensejando medidas administrativas e, eventualmente, condenação por dano moral coletivo”, encerra o texto, que critica duramente a proposta do aplicativo, utilizado apenas por mulheres.
Os dados de homens são inseridos no programa de forma automática, através do perfil do Facebook, que é localizado instantaneamente pelo aplicativo. Contudo, é possível retirar sua conta da lista de “candidatos” a avaliação, acessando company.onlulu.com/deactivate e clicando em “Remove my profile now”.

