"De ontem para hoje a quantidade de telefonemas que recebi de deputados me conforta demais, mas eu não poderia afirmar o que aconteceria (em um processo de cassação) porque não sei", disse o deputado. "(A renúncia) é um assunto que não está colocado e eu prefiro não dizer", afirmou.
O deputado diz que a visita aos manifestantes não foi uma "provocação" ao Supremo. "Os ministros do Supremo sabem que não sou de provocar ninguém", disse. "Fico feliz que tem um grupo de brasileiros que são solidários e essa solidariedade conforta", complementou.
João Paulo disse que pedirá revisão criminal e vai recorrer a organismos internacionais. "Tudo que estiver ao nosso alcance nós vamos utilizar, quer seja revisão, quer seja a busca a organismos internacionais, que se não for para rever, seja pelo menos para tomar conhecimento de que houve uma injustiça no Brasil, um processo permeado pela disputa política, um julgamento de exceção".
O deputado afirmou que, quando for preso, pedirá para estudar e trabalhar. Não deu detalhes sobre o emprego, mas afirmou que pretende concluir o curso de Direito (está no último ano) e cursar Letras, ainda que à distância.
