Segundo Nishida, uma saída para ajudar a indústria seria continuar e reforçar a realização de concessões. "As concessões estimulam investimento em toda a cadeia da indústria e podem estimular a produção", disse. Ele destacou que investir em infraestrutura também traz reflexos diretos na competitividade da indústria. Apesar do cenário complexo, o economista afirmou que a perspectiva é de uma "pequena melhora" na produção industrial de 2014 por conta, principalmente, da demanda externa. "Acreditamos que uma melhora na economia dos Estados Unidos, do Japão e de alguns países da Europa deve ter impacto positivo na indústria nacional", disse.
Segundo ele, a desvalorização do real também pode ajudar a tornar os produtos brasileiros mais competitivos. "Devemos ter em 2014 uma evolução mais acentuada que 1,2%", afirmou, referindo-se à alta da produção industrial do ano passado, número divulgado nesta terça-feira, 4, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para janeiro, de acordo com o economista, a expectativa para a produção industrial é de uma alta dessazonalizada de 3% na margem. "Normalmente depois de um mês com queda acentuada, como foi dezembro, temos uma devolução no mês seguinte", afirma. Segundo o IBGE, a produção industrial caiu 3,50% em dezembro de 2013 ante novembro, na série com ajuste sazonal.
