"Temos quase cinco anos de estagnação. Neste período, o consumo interno cresceu, mas grande parte da demanda foi atendida por importações", explicou Lacerda. Agora, com câmbio mais depreciado e, num segundo plano, com as desonerações, o quadro melhora um pouco. "A competitividade ainda é ruim e, relativamente aos nossos competidores, o câmbio não mudou tanto. Mas, de qualquer forma, há uma melhora", completou.
O professor destacou o peso das férias coletivas para a queda na produção em dezembro, conforme anunciou nesta terça o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao ressaltar que não chegou a comparar o número de dias úteis entre dezembro de 2012 e de 2013, Lacerda afirmou que "há uma impressão de que os estoques estavam elevados" no fim do ano. As empresas podem ter dado mais férias coletivas por isso.
Mesmo com a perspectiva mais positiva para 2014, Lacerda crê que o desempenho "frustrante" de dezembro deverá mesmo levar a uma revisão de projeções para os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre. Se antes se esperava um crescimento de 0,5% ante o trimestre anterior, agora, o avanço deverá ficar "entre 0,3% e 0,4%", segundo o professor.
