A Polícia Civil do Rio de Janeiro conseguiu identificar nesta quinta-feira (6) o executor do jovem assassinato à queima roupa com três tiros na cabeça em Belford Roxo, no Rio de Janeiro.
Um vídeo divulgado na web com pouco mais de 18 segundos mostra imagens de um rapaz sentado no asfalto acompanhado de um outro rapaz, quando uma motocicleta com dois homens se aproxima e o jovem que vem como garupa dispara três tiros contra o rapaz sentado no chão.
As imagens foram inicialmente divulgadas pelo jornal Extra, que também apontou que o crime ocorreu em uma área onde existe disputa de poder entre traficantes e milicianos. Apesar de não ter seu nome revelado, a investigação do caso, que ficou a cargo da 54ª DP de Belfor Roxo, identificou o jovem que efetuou os disparos.
De acordo com informações, a ação de justiceiros vem se tornando cada vez mais comum a exemplo do ocorrido na Zona Sul do Rio de Janeiro, quando um adolescente foi preso a um poste com uma tranca de bicicleta pelo pescoço.
A ação da polícia se deu de forma rápida, devido à propagação das imagens e reações populares nas redes sociais. Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio, Felipe Santa Cruz, o crescente aumento deste tipo de crime se deve à certeza de impunidade que os criminosos acreditam ter.
"As imagens mostram que o executor não teve sequer o trabalho de esconder o rosto. Ele parou a motocicleta e matou um homem no meio de uma rua movimentada durante o dia. Isso prova que esse tipo de crime não é exceção na Baixada. A diferença é que esse foi gravado e amplamente divulgado", explicou o advogado.
Ainda de acordo com Santa Cruz, os crimes não são investigados devidamente pela polícia, o que permite que os autores continuem em liberdade e cometendo novos crimes.
"A OAB está extremamente preocupada com a atuação de justiceiros no Rio, seja de grupos de lutadores, como os que espancaram e amarraram um suspeito de furto no Flamengo, ou de milicianos que atuam há anos na Baixada Fluminense", afirmou, "Quem hoje amarra um suposto assaltante num poste amanhã mata um inocente", concluiu o advogado.

