Nesta terça-feira (25), após a morte de quatro garotas no Morro do Mendanha em Goiânia no dia 8 de março, no Dia Internacional da Mulher, ligada a outras sete mortes e a várias tentativas de homicídio, o governo de Goiás realizou um estudo sobre criminosos com várias passagens pela polícia e anunciou uma campanha sobre a reincidência criminosa e pediu por mudanças na legislação penal.
Os três homens acusados de matar as jovens Sinara Monteiro da Costa, de 16 anos, Rayane Kelrry Silva, de 15, Mylleide Morgana Lagário de Lima e Ana Kelly Martins, ambas de 19 anos, somam juntos, cerca de 16 passagens pela polícia, sendo fichados e/ou presos, porém liberados logo depois. Com a chacina das garotas, o número de crimes cometidos pelo trio composto de dois adolescentes de 17 anos e Paulo Henrique Carmo Silva, de 21 anos, soma o número de 19 passagens, sendo três por homicídio.
A secretaria de Segurança Pública acabou elaborando um estudo com 11 casos recentes e de grande repercussão como este. A estatística mostrou que 34 envolvidos nestes 11 casos somam 120 reincidências, sem contar os crimes que tiveram repercussão, o que chegaria ao total de 151 delitos, ou seja, uma média de 4,5 reincidências para cada acusado.
Joaquim Mesquita, secretário do Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública ressaltou: "Dados do Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública mostram que a reiteração (reincidência) de crimes chega a 70%".
Já o governador de Goiás, Marconi Perillo, que acompanhou a divulgação do estudo antes da apresentação dos acusados da chacina defendeu: "Faremos uma campanha mostrando esses dados, vamos defender mudanças na legislação e que as Forças Armadas assumam a vigilância em fronteiras brasileiras para barrar armas e drogas, além de mobilização pela vinculação constitucional de recursos para a segurança pública, como ocorre com a saúde e a educação".
Ainda durante o evento, Mesquita questionou a divulgação de um ranking, colocando Goiânia como a 28ª cidade mais violenta do mundo, realizado por uma organização não-governamental (ONG) mexicana, segundo ele, "sem critério científico nenhum".
