"Rio 2" repete os mesmos elementos e formas de seu primeiro filme porém não encanta tanto como o anterior, também sem o mesmo charme. A animação dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha parece ter caído nos clichês já amplamente saturados do Brasil quando se trata de mostrar o país aos estrangeiros, e por isso, perde um pouco em riqueza de conteúdo.
Talvez o filme também não devesse se chamar chamar "Rio", já que a ação se passa quase na totalidade no Amazonas e isto cria uma certa incoerência com o título da animação.
O enredo desta continuação traz Blu e Jade em uma vida tranquila com seus três filhos pequenos num santuário, onde as ararinhas azuis são protegidas, pois são os únicos exemplares da espécie. Mas, quando os cientistas Tulio e Linda veem outra ave igual a eles na Amazônia, o quarteto parte para lá para encontrá-la. Blu, Jade e companhia (o que inclui outras aves de quem são amigos) reencontram a família dela e descobrem que o pai da ararinha é o líder do grupo. Além disso, a região está ameaçada pelo desmatamento.
Também volta à cena a invejosa cacatua Nigel, que agora tem uma fã: uma rã venenosa, que, apesar de apaixonada por ele, só o admira de longe, pois tem medo de matá-lo. Além disso, há um tamanduá mudo que se veste de Charlie Chaplin, e é uma espécie de faz-tudo da ave. Sem dúvida, essas duas personagens novas são a melhor parte do filme.
O Rio carnavalesco, com praia, favela e gente bronzeada, pelas cores e animais da floresta são alguns dos clichês que podem tornar o filme um pouco monótono.
O colorido das imagens e a fofura dos personagens não são capazes de disfarçar a falta de novidades e a clara intenção de “vender” a imagem do país para fora em uma época em que o Brasil está visado internacionalmente pelos eventos esportivos que aqui acontecerão. "Rio 2" apela aos números musicais para suprir a falta de uma boa história a contar.
Com informações de Alysson Oliveira, do Cineweb, via Reuters.

