O surto de dengue em São Paulo continua assustando a população. Após a tomada de medidas para atendimento dos doentes, como a colocação de gestores na área de atendimento dos hospitais e unidades de saúde, o aumento dos casos no Estado revelam números alarmantes.
No último mês, o aumento chegou a 82,3%. De janeiro até 4 de abril, foram 18.445 registros. No balanço anterior, divulgado no início de março, eram 10.116 casos.
Em relação ao mesmo período do ano passado, quando São Paulo e o país bateram o recorde histórico de casos, houve queda de 82,8%. Nos três primeiros meses de 2013, foram 107.739 casos.
Segundo a secretaria, dez municípios paulistas reúnem 70% dos registros: Americana, Campinas, São Paulo, Jaú, Taubaté, Votuporanga, Santa Bárbara d’Oeste, Boa Esperança do Sul, Casa Branca e Osasco.
A cidade em que a situação é mais crítica é Campinas. Com 5,1 mil casos, uma morte e outras quatro em investigação, a prefeitura anunciou ontem uma operação para conter a proliferação da doença e dar assistência a doentes.
Por determinação do prefeito Jonas Donizette (PSB), cerca de 80 médicos e técnicos de saúde que ocupam funções de gestão, como diretores de unidades e coordenadores, foram orientados a reforçar os postos e hospitais, atuando diretamente no acolhimento e acompanhamento dos doentes.
"A maior preocupação não é com o volume de casos, mas com a virulência com que a doença tem atacado", afirmou o secretário municipal da Saúde, Cármino de Souza. Do total de contaminados, 173 tiveram a forma grave da doença.
Medidas
Outras medidas foram a abertura de espaços de hidratação para os doentes e a requisição da Força Nacional do SUS ao Ministério da Saúde. O pedido já foi formalizado, e o ministério agendou visita técnica nos dias 22 e 23. O prefeito busca antecipar essa visita.
O Exército começa a atuar em Campinas a partir desta terça-feira (15) no Jardim Cosmos. Os 58 homens do 11º Batalhão de Infantaria Blindada foram treinados ontem e saíram às ruas para remover entulhos e possíveis focos do mosquito. (AE)
