De acordo com a PF, os investigados subfaturavam o valor de produtos importados para recolher menos impostos à Receita Federal. A diferença era paga aos fornecedores no exterior por meio de operações dólar-cabo, sem registro no Fisco e no Banco Central. Os nomes dos três presos, com prisão preventiva decretada pela Justiça, não foram divulgados.
Outras 14 pessoas, entre empresários e doleiros, estão sendo conduzidas para prestar depoimento e vão ser indiciadas. Além de evasão de divisas e lavagem de dinheiro, os investigados são suspeitos de associação criminosa e constituição de instituições financeiras clandestinas. A apuração de eventuais crimes de sonegação dependerá de trabalhos adicionais da Receita.
O superintendente da PF em Pernambuco, Marcelo Diniz Cordeiro, disse não haver indícios de que o esquema tenha ligações com a Operação Lava Jato, que apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro e foi pivô do escândalo que envolve o deputado André Vargas (PR), recém-desfiliado do PT, além do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.
A PF descobriu que o esquema operava em vários países, entre eles China, Inglaterra, Itália, Bélgica e Portugal. Autoridades destes dois últimos países colaboraram com as investigações. No Brasil, as buscas e as conduções de envolvidos para prestar depoimento estão ocorrendo também em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.
