Os indicadores econômicos divulgados trouxeram aversão ao risco entre os investidores e aumentaram a procura por ativos de segurança. Embora os dados do índice de atividade do setor de manufatura virem acima do esperado e os gastos com consumo dos norte-americanos subirem em março no ritmo mais forte em quase cinco anos, outros dados desanimaram o mercado.
O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 14 mil na semana encerrada em 26 de abril, para 344 mil, o maior nível desde o final de fevereiro. Os investimentos em construção aumentaram menos do que o esperado e o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Markit confirmou a queda da leitura preliminar.
"Embora estes números não sejam tão ruins, o mercado de títulos ainda está trabalhando influenciado por dados ruins do PIB divulgados ontem e a falta de informação a respeito da diretriz futura do Fed", disse o diretor de renda fixa da Raymond James, Kevin Giddis.
Ontem, o Departamento do Comércio dos EUA divulgou que a economia dos Estados Unidos cresceu apenas 0,1% no primeiro trimestre. Durante a tarde de quarta-feira, o Federal Reserve divulgou que reduziu as compras mensais de bônus em US$ 10 bilhões.
Agora, os investidores estão focados no relatório de emprego (payroll) que será divulgado amanhã pela manhã, pois ele poderá dar indicações para o futuro da política monetária dos EUA. Economistas consultados pelo Wall Street Journal esperam um aumento de 215 mil novos postos de trabalho em abril, empurrando a taxa de desemprego para 6,6%.
Ao longo das últimas semanas, tem havido um crescente otimismo em relação aos dados de emprego, o que aumenta os riscos para os investidores que apostam contra o mercado do Tesouro caso os dados venham decepcionantes. Parte dos ganhos de hoje foi parcialmente impulsionada por alguns desses investidores equilibrando as suas posições.
"O posicionamento continua curto, o sentimento é inconclusivo, e os nossos indicadores estão mistos mais uma vez", disse o estrategista de taxas da RBS Securities Gabriel Mann.
No final da tarde em Nova York, o juro do T-Bond de 30 anos estava em 3,409%, em comparação com 3,463% ontem, enquanto o juro da T-note de 2 anos estava em 0,406%, abaixo de 0,414% na quarta-feira. O juro da T-note de 10 anos, que é uma referência para a determinação dos custos dos empréstimos para consumidores e empresas, caía para 2,613%, de 2,652% ontem.
