O ator Wagner Moura, que está em cartaz com o longa "Praia do Futuro", não cansa de ouvir quase todos os dias as mesmas perguntas, se atualmente ele está tentando se desvincular do personagem que o deixou famoso nas telonas, o capitão Nascimento em Tropa de Elite 1 e 2. O personagem e o filme virou um fenômeno, o segundo filme da franquia ainda se transformou no recordista de público de toda a história do cinema brasileiro.
"Dessa vez, vão radicalizar, vão dizer que fiz um gay para acabar de vez com o Nascimento." prevê o ator.
Na verdade, Wagner Moura está muito feliz com Praia do Futuro, que estreia nesta quinta (15), em um bom circuito. O filme não chega a ser um blockbuster, mas o ator confessa que está ansioso.
Wagner está muito feliz com Praia do Futuro, mas não tão feliz assim com o Brasil. "Tenho o maior amor por esse País, mas não está dando para viver aqui. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou gostando que meu próximo projeto vai me tirar do Brasil por uns dois anos", diz o ator se referindo a minissérie sobre Pablo Escobar que será dirigida por José Padilha.
O ator ainda reclama do preconceito e do conservadorismo, e diz que Praia do Futuro vai contra isso, mas reclama mais ainda da política. Na eleição passada, já se havia distanciado do PT e apoiado Marina Silva para presidente. "O PT não inventou o toma lá/dá cá, mas o institucionalizou", diz, desiludido. “O Rio é uma das cidades mais caras do mundo.Eduardo Paes governa com a iniciativa privada". É o oposto do que Wagner vivenciou em Medellín, na Colômbia (onde vai filmar a minisérie Narcos).
Wagner Moura diz que está feliz por se afastar do Brasil por 2 anos

•Atualizado há quase 5 anos

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