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São Paulo: Após chuva de granizo, Comitê e Sabesp entram em divergencia sobre nível do Cantareira

Carol Souza
Atualizado há quase 5 anos

Na manhã desta segunda-feira (19), o comintê anticrise que monitora a seca do Sistema Cantareira divulgou à imprensa que o nível de armazenamento de água do Sistema Cantareira está 15,6% menos do que o divulgado pela Sabesp.

De acordo com o grupo técnico liderando pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) o Cantareira está com sua capacidade atingindo os 22,2%, com acréscimo de 182,5 bilhões de litros do chamado "volume morto", que começou a ser captado ainda na quinta-feira (15), porém para a Sabesp, o índice é de 26,3%.

A divergência entre os números das companhias acontece pois a Sabesp não considerou o "volume morto" em seus cálculos, que também elevou a capacidade total do sistema de 981,56 bilhões de litros para 1,164 trilhão de litros. Desta forma, para a concessionária, o nível atual de 257,93 bilhões de litros representa 26,3% da capacidade anterior do sistema: 981,56 bilhões de litros.

A captação inédita do "volume morto" custou cerca de R$ 80 milhões e teve início nesta quinta-feira (15) pela Sabesp nas represas Jaguari-Jacareí, em Joanópolis, com a retirada de 105 bilhões de litros. Naquele dia, o sistema estava com apenas 8,2% da capacidade, índice mais baixo de sua história!

Segundo informações cedidas pela Sabesp ao comitê, o uso do "volume morto" seria suficiente para abastecer a Grande São Paulo até o fim de novembro deste ano.

Há duas semanas Mauro Arce, secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos, garantiu o abastecimento de água na região sem adoção de racionamento generalizado pela população até março de 2015. Apesar da estimativa, na última semana um diretor da Sabesp informou que a reserva profunda deve durar apenas até outubro.

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