Ao fim da sessão regular na BM&FBovespa, o contrato do depósito interfinanceiro (DI) para julho de 2014 (150.395 contratos) tinha taxa de 10,853%, de 10,875% no ajuste de ontem. O DI para janeiro de 2015 (126.280 contratos) estava em 10,98%, de 11,02% no ajuste de ontem. Na ponta mais longa da estrutura a termo da curva de juros, o DI para janeiro de 2017 (226.685 contratos) projetava 12,12%, de 12,20% no ajuste anterior. E o DI para janeiro de 2021 (39.505 contratos) marcava máxima de 12,38%, de 12,41%. Em Nova York, o yield da T-note de 10 anos estava em 2,622%, de 2,612% no fim da tarde de ontem.
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou abril com alta de 0,67%, ante uma variação de 0,92% em março, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou no piso do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de uma taxa de 0,67% a 0,85%, com mediana de 0,80%. No ano, o IPCA acumulou uma alta de 2,86%. Em 12 meses, a taxa ficou em 6,28%, abaixo do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%. Já a FGV informou que o IGP-M subiu apenas 0,06% na primeira prévia de maio, de +0,72% na mesma coleta de abril, um pouco abaixo do piso das estimativas, de 0,07%.
A queda dos juros só não foi maior em função da alta no yields dos Treasuries e da valorização do dólar. A divisa norte-americana tem ganhos generalizados no exterior, em função dos receios com a crise na Ucrânia, enquanto aqui os operadores locais aproveitam para recompor posições em dólar, após a moeda ter caído nas três sessões anteriores. O real, que vinha subindo também em função das especulações sobre a corrida eleitoral, hoje devolve parte dos ganhos após a pesquisa Datafolha confirmar queda de Dilma Rousseff e alta de Aécio Neves. Nesse cenário, aumentou a possibilidade de segundo turno.
