Governo e prefeitura dão números diferentes. De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, apenas 218 professores, de um total de 75 mil (0,2%) não compareceram à escola. A secretaria municipal informou que 157 faltaram, 42.570 professores (0,36%). "É sempre esse problema, no ano passado também foi assim. Eles minimizavam a adesão à greve, mas no fim viram o tamanho da mobilização", afirmou um dos coordenadores do Sepe, Alex Trentino. Os professores pedem 20% de aumento, que um terço da carga horária seja destinada a atividades extraclasse, como preparação de aulas e correção de provas, e ainda que a carga horária dos funcionários administrativos seja reduzida de 40 para 30 horas semanais, entre outros pontos.
Prefeitura e Estado argumentam que os professores tiveram reajustes reais, acima da inflação, em outubro. O secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, lembrou, na semana passada, que o maio é o mês do dissídio e criticou o fato de a greve ter sido convocada antes do fim do período de negociação. A proposta de aumento desse ano foi enviada para a Casa Civil e Secretaria do Planejamento e o índice do reajuste não foi divulgado. "Esta greve é totalmente irreal, impossível de ser atendida", afirmou o secretário de Planejamento e Gestão, Sérgio Ruy Barbosa.
Nesta terça-feira, os secretários têm reunião marcada em Brasília com o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que intermediou o fim da greve no ano passado. O Sepe informou que não irá ao encontro. O tema será discutido na quinta-feira, na próxima assembleia da categoria.
