As delegadas que comandaram a investigação vão apresentar as conclusões à imprensa durante a tarde. Pelas entrevistas anteriores, sabe-se que a madrasta Graciele Ugulini, a assistente social Edelvânia Wirganovicz e o pai, Leandro Boldrini, serão indiciados. As policiais devem revelar os detalhes ainda desconhecidos, como a motivação e a participação de cada um no planejamento, execução e ocultação do crime. Graciele afirmou que o menino morreu por ingestão acidental de calmantes que dava a ele. Edelvânia admitiu ter participado da ocultação do cadáver. Leandro diz que é inocente, versão que é confirmada pelas duas. Um irmão da assistente social, o motorista Evandro Wirganovicz, também está preso porque teria ajudado a cavar a cova na qual o corpo foi enterrado.
Na passeata, os moradores portaram cartazes com fotos do menino e a palavra "justiça". Eles se deslocaram da praça central para o fórum, onde cantaram o hino nacional, e de lá foram para a frente da casa na qual a família de Bernardo vivia.
