"Há uma percepção positiva de recuperação da economia global, mas há um cuidado muito grande na alocação do capital. Existe também uma busca cada vez maior por aumento de eficiência e redução de custos, com investimentos otimizando o crescimento orgânico com recursos próprios", segundo Carlos Assis, sócio líder do Centro de Energia e Recursos Naturais da EY.
A expansão orgânica, diz, tem ocorrido com um perfil mais "ousado". "Ou seja, um crescimento não só do que a empresa já faz, mas também olhando novos produtos, serviços e estratégias de mercado. Esse tem sido o principal caminho que essas empresas estão considerando para o seu crescimento em detrimento de apostar todas as fichas na aquisição de empresas ou fazendo parcerias".
O executivo avalia que após feitos esses ajustes é esperado que no período de um a dois anos as empresas do setor estejam mais capitalizadas, com portfólio otimizado, custos reduzidos e operação mais eficiente. Para isso, considera o crescimento de economia global e expansão do crédito. "Passado esse tempo de ajuste, pode-se esperar uma forte expansão nas operações de fusões e aquisições no setor de óleo e gás".
