Para o Rio Ônibus, a catraca livre seria "um ato ilegal" que "constitui crime". "Mesmo sem representatividade legal na categoria (...) os manifestantes estão avaliando a possibilidade de liberar a entrada de passageiros sem o pagamento da tarifa, o que constitui crime". Os motoristas que aderirem ao movimento, segundo o sindicato, poderiam ser punidos com demissões por justa causa, "sem prejuízo do ressarcimento dos valores das passagens não pagas por usuários".
Ainda de acordo com a nota, "a estratégia (catraca livre) nada mais é do que a continuação do mesmo e ilegal movimento de greve, com a utilização de técnicas de sabotagem". "Na prática, deixar de cobrar passagem constitui ilegal utilização do patrimônio alheio, para inviabilizar, dolosamente, a prestação de serviço essencial à comunidade".
"Os rodoviários que aderirem a tal prática poderão responder civil e criminalmente por esses atos", completa o texto.
Segundo o Rio Ônibus, "o reajuste salarial concedido aos rodoviários e o aumento do vale alimentação superam os índices oficiais estipulados para corrigir a tarifa de ônibus", desde 2010. Cálculos do sindicato apontam que, entre maio de 2010 e abril de 2014, os rodoviários receberam reajuste salarial de 46,41% e aumento no vale alimentação de 130,77%. No mesmo período a tarifa teria sido ajustada em 27,66%.
Os rodoviários reivindicam reajuste salarial de 40%, vale alimentação de R$ 400 e fim da dupla função de motorista e cobrador. Na última terça-feira, 13, a Justiça do Trabalho considerou a greve ilegal (entre outros motivos porque não foi anunciada com 72 horas de antecedência) e reconheceu o Sindicato de Trabalhadores de Transporte Urbano do Rio (Sintraturb-Rio) como representante legítimo da categoria.
