No julgamento desta quarta-feira, os ministros do STJ cassaram liminar que havia sido concedida em dezembro pelo ministro Ari Pargendler e que havia suspendido a decisão da CGU. Na sessão de ontem, Pargendler também votou a favor da derrubada da liminar. Para ele, a CGU é competente para aplicar a sanção. O ministro discordou dos argumentos da empresa de que teria ocorrido cerceamento de defesa. Ele disse que houve um prazo razoável de 25 dias no qual a defesa juntou 194 laudas.
Pargendler também rejeitou o argumento de que a pena teria sido desproporcional: "A corrupção deve ser severamente punida." O ministro rejeitou o mérito do mandado de segurança no qual a Delta pedia a anulação do ato da CGU.
Procurada, a Delta divulgou a seguinte nota: "A Delta Construções analisa as providências jurídicas que tomará, ainda na esfera do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A empresa seguirá com as suas atividades normalmente, visto que o Plano de Recuperação Judicial (PRJ) em vigor vem sendo cumprido na integralidade, conforme foi homologado pela Justiça do Rio de Janeiro, com parecer favorável do Ministério Público."
