Além do efeito causado pelo PIDV, o lucro da estatal continua sendo limitado pelos recorrentes prejuízos apurados pela área de Abastecimento da Petrobras. Responsável pela atividade de importação de combustíveis e posterior revenda no mercado doméstico a preços inferiores aos praticados no exterior, a área acumulou prejuízo de R$ 4,808 bilhões entre janeiro e março.
O resultado trimestral teria sido ainda mais adverso não fosse o reajuste de 4% na gasolina e de 8% no diesel aplicado pela Petrobras em novembro do ano passado. Esta é a terceira vez consecutiva que o lucro trimestral da estatal cai na comparação com o mesmo período do ano anterior, a despeito dos diversos reajustes de combustíveis aplicados pela companhia desde que Maria das Graças Foster assumiu a presidência da estatal, no início de 2012.
Os aumentos nos preços dos combustíveis e a alta do patamar médio do dólar comercial no primeiro trimestre, quando comparado ao mesmo período de 2013, impulsionaram a receita líquida da Petrobras para um novo recorde trimestral, de R$ 81,545 bilhões. O resultado é 12,4% superior ao reportado pela estatal no primeiro trimestre de 2013 e ficou 0,6% acima do antigo recorde, de R$ 81,028 bilhões no quarto trimestre do ano passado.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) ajustado da companhia, indicador que melhor dimensiona a capacidade de geração de caixa de uma empresa, totalizou R$ 14,349 bilhões no trimestre, queda de 11,6% sobre o mesmo período do ano passado. Já o resultado financeiro foi negativo em R$ 174 milhões no primeiro trimestre, contra uma receita financeira líquida de R$ 1,390 bilhão no mesmo intervalo de 2013.
