No fim do dia, o Ibovespa terminou com alta de 0,51%, aos 54.052,74 pontos. Na máxima da sessão, o índice atingiu 54.226 pontos (+0,83%) e, na mínima, 53.499 pontos (-0,52%). No ano, a bolsa acumula alta de 4,94% e, no mês, ganho de 4,70%. O volume de negócios somou R$ 8,406 bilhões, segundo dados preliminares.
A Bovespa registrou volatilidade na primeira parte da sessão, afetada por uma realização de lucros depois de três pregões de alta, especulações em relação à pesquisa eleitoral e expectativa em torno de um depoimento da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen. Os mercados acionários em Nova York subiram pontualmente no início das declarações de Yellen, o que acabou ajudando a bolsa brasileira a se firmar em território positivo.
A Bovespa acentuou mais os ganhos à tarde, ajudada pelo avanço das ações da Petrobras. Operadores disseram que os papéis continuam a ser impulsionados pela perspectiva de continuidade da queda das intenções de voto na presidente Dilma Rousseff e a confirmação de que a eleição presidencial deve ser resolvida no segundo turno, conforme apontou pesquisa da Sensus no fim de semana. Petrobras ON fechou com alta de 2,05% e Petrobras PN subiu 1,86%.
Ainda no setor corporativo, os papéis da Ambev foram destaque de queda, impactados pelo balanço do primeiro trimestre da companhia. A empresa registrou alta de 76,56% do lucro líquido atribuído ao controlador no primeiro trimestre de 2014, para R$ 2,546 bilhões. No entanto, o resultado ficou 6,02% abaixo da média das projeções de instituições consultadas pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Analistas destacaram também como ponto negativo o aumento de despesas gerais e administrativas no primeiro trimestre deste ano. Ambev ON fechou com queda de 2,10%.
As ações do setor financeiro estavam entre os desempenhos positivos da sessão. Banco do Brasil ON (+1,26%), Bradesco ON (+0,97%), Bradesco PN (+1,19%) e Itaú Unibanco (+0,69%). O Banco do Brasil informou que registrou lucro líquido ajustado de R$ 2,436 bilhões no primeiro trimestre de 2014, resultado em linha com as projeções de analistas do mercado, de R$ 2,45 bilhões.
Entre os dados divulgados hoje estavam os da produção industrial de março. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial caiu 0,50% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, no teto das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de queda de 0,50% a retração de 3,90%.
