Já se aproximava das 19h quando estudantes, representantes de quilombolas, de movimentos sociais e sindicais, e políticos ligados ao PSOL, deixaram a região central da cidade em direção da Arena Fonte Nova, onde se realizarão os jogos do mundial, que a Bahia irá sediar. Eles portavam faixas e cartazes, e gritavam palavras de ordem contra o campeonato mundial de futebol.
Os manifestantes levaram ainda cruzes para lembrar os operários que morreram na construção de estádios no país. Um pequeno de aproximadamente 10 pessoas que se intitulavam como black blocs, também se juntou aos manifestantes. Eles estavam com os rostos cobertos e roupas pretas.
O grupo foi acompanhado de perto por dezenas de policiais da Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe), que estavam preparados para a ocorrência de um embate com os manifestantes. A certa altura da caminhada, a PM tentou impedir o avanço da manifestação para os arredores da Fonte Nova. O clima chegou a ficar tenso porque a PM só permitiria a passagem dos manifestantes empunhando cruzes, para a realização de um ato simbólico, mas não houve o registro de confronto.
