No domingo, 4, o governador de Goiás, Marconi Perillo, decretou luto oficial de três dias pela morte do religioso, destacando o reconhecimento e o respeito internacional ao trabalho e ao pensamento do bispo. O vice-governador, José Eliton, que é de Posse, onde nasceu d. Tomás Balduíno, disse que a cidade perdeu seu filho mais ilustre. O religioso morreu em Goiânia, na noite de sexta-feira, aos 91 anos de idade, após agravamento das doenças que tinha, câncer de próstata e problemas cardíacos, que o obrigavam a usar um marca-passo há vários anos. Ele teria sofrido uma tromboembolia pulmonar após dias de internação.
Premiado por várias organizações nacionais e internacionais, d. Tomás foi fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), organizações que divulgaram notas de pesar pela morte. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), durante a 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, no sábado, também se manifestou: "Este nosso irmão dedicou sua vida e ministério ao serviço do povo de Deus e à defesa dos direitos humanos, especialmente à causa dos pequenos agricultores e povos indígenas. Inspirado por seu lema episcopal "Homines capiens" (Pescador de homens), aprendeu a língua dos índios Xicrin, do grupo Bacajá, e Kayapó e também se tornou piloto de avião para melhor atender as comunidades indígenas". Houve missa em intenção a d. Tomás Balduíno durante a assembleia, no Santuário Nacional de Aparecida (SP). De Goiânia, o corpo seguiu em cortejo no domingo até Goiás, onde a prefeita Selma Bastos decretou luto oficial e ponto facultativo durante na manhã desta segunda. Na Catedral de Nossa Senhora de Santana houve o sepultamento após emocionante cerimônia religiosa. No velório e enterro do bispo, a presença de autoridades, trabalhadores rurais sem-terra, religiosos e indígenas apontou para o ecletismo de d. Tomás.
