O dólar teve um início de sessão volátil, reagindo a dados mistos nos EUA e na Europa, especulações sobre a disputa eleitoral no Brasil e os leilões de swaps cambiais do Banco Central.
Nos EUA, o índice PMI de atividade industrial subiu a 56,2 em maio, de 55,4 em abril, afirmou a Markit. Já os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram para 326 mil, acima da projeção de aumento para 310 mil solicitações. No setor imobiliário, as vendas de moradias usadas tiveram expansão de 1,3% em abril, um pouco abaixo do avanço esperado de 2,0%. Na zona do euro, o PMI composto, que engloba indústria e serviços, teve ligeira queda neste mês, a 53,9, de 54,0 em abril.
No fim da manhã, o dólar se firmou em alta, em reação a declarações de Tombini de que o BC já constatou um certo arrefecimento por swaps cambiais em seus leilões. De acordo com ele, no começo do programa, os swaps eram demandados por empresas não financeiras e fundos de investimentos. Hoje, disse Tombini, eles estão sendo direcionados basicamente para os fundos. Os comentários foram entendidos pelo mercado como um sinal de que a autoridade monetária poderá interromper a partir de 30 de junho o programa de leilões diários de swap cambial, ou poderá ainda passar a realizar essas operações apenas quando considerar necessário.
Os ganhos do dólar foram mantidos durante toda a sessão e, à tarde, a moeda renovou máximas, em sintonia com o fortalecimento do dólar ante o euro e o iene. No fim do dia, a moeda subiu 0,32%, para R$ 2,2160, no balcão. O giro total na clearing de câmbio era de US$ 1,058 bilhão, sendo US$ 992 milhões com liquidação em dois dias úteis (D+2). O dólar para junho tinha alta de 0,25%, a R$ 2,2200.
