No começo dos leilões, iniciados em agosto do ano passado, os swaps eram demandados por empresas não financeiras, por investidores não residentes no País, que buscavam proteção para seus ativos, e pelos fundos de investimento. Mas, de acordo com Tombini, por meio de monitoramento sistemático que o BC faz no mercado de câmbio, constatou-se que os investidores não residentes reduziram suas demandas por swaps
O programa de leilões, de acordo com Tombini, foi adotado entre o conjunto de respostas que BC deu à volatilidade decorrente do realinhamento dos preços dos ativos na economia global, após o então presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, sinalizar, em junho do ano passado, que reduzira as compras de ativos.
O Fed, na época, comprava mensalmente US$ 85 bilhões em títulos do Tesouro que estavam nas mãos do mercado. O anúncio, de acordo com Tombini, levou a uma onda de expectativas em relação à mudança na política monetária dos EUA, o que gerou a depreciação das moedas no planeta, especialmente nas economias emergentes.
"Essa perspectiva, obviamente, teve repercussões conhecidas sobre os preços dos ativos, em particular nos países emergentes. Iniciou-se uma precificação natural, que não deve, como já disse algumas vezes, ser confundida com vulnerabilidade", disse.
Iniciou-se ali, segundo o presidente do BC, um processo de normalização, que, necessariamente, implicava em realinhamento de preços de ativos, incluindo taxas de câmbio, algo natural e até certo ponto previsível. "Isso, por sua vez, vem acompanhado de volatilidade dos mercados financeiros, movimentos típicos de períodos de transição, que geralmente são repletos de incertezas quanto a magnitude e velocidade dos ajustes", disse.
