"O BC argentino concordou que todos os depósitos das importações fossem feitos à vista no BC para posterior transformação em dólar. Uma vez que aceitaram que esse mecanismo fosse feito, não tem problema do ponto de vista da preocupação anterior do setor privado", disse o ministro.
Para destravar o comércio bilateral, o Brasil propôs usar o Fundo de Garantia à Exportação (FGE) para viabilizar as linhas de crédito privadas para financiar o comércio entre os dois países. Para colocar em prática as operações, as instituições financeiras exigiram garantias de recebimento do crédito. A ideia do governo brasileiro é fazer as operações dentro do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR), um sistema de compensação de pagamentos operacionalizado pelos bancos centrais. Em caso de inadimplência do país vizinho, o FGE será o garantidor final.
