Holland afirmou que o País tem uma classe média que representa 60% da população brasileira e que, em 2003, era de apenas 37%. Ele destacou que essa classe média está demandando cada vez mais serviços de infraestrutura.
Ele comparou os investimentos em infraestrutura no Brasil a abrir um boteco com uma fila de pessoas esperando pelo novo estabelecimento. Segundo ele, comparando com a demanda com obras de infraestrutura no País, "há pessoas que esperam para tomar cerveja e comer coxinha".
Para Holland, tal investimento tem um "efeito multiplicador" maior do que outros investimentos. "Em geral, eles são muito atrativos, porque estamos falando de investimentos que envolvem 20, 30 e 40 anos", afirmou, ao citar que tal medida gera aumento de crédito e estimula a poupança privada interna de longo prazo.
Holland disse que o Brasil hoje dispõe das condições necessárias e requeridas para fazer "amplos investimentos" em vários segmentos de infraestrutura. Ele citou o fato de que o Brasil é o país que mais recebe investimentos diretos externos no mundo - está em US$ 65 bilhões -, apesar da crise.
Crescimento Em linha com os discursos do ministro da Fazenda, Guido Mantega, Holland defendeu que a economia internacional está em recuperação e que o Brasil irá recuperar taxas de crescimento maiores. "Tivemos o prolongamento da crise nos últimos anos e agora é fase de recuperação global, que está acontecendo de forma moderada", afirmou o secretário. Holland citou que o investimento no Brasil cresceu 6,3% no ano passado.
O secretário defendeu, ainda, que a inflação está sob controle e que a economia brasileira tem fundamentos sólidos. "A trajetória tem sido de redução do endividamento líquido. A dívida bruta também já apresenta estabilidade", disse.
