No mercado futuro, o dólar para junho avançava 0,72%, a R$ 2,2440. O giro estava em quase US$ 13,16 bilhões. O dólar também subia ante a maioria das moedas emergentes e de países exportadores de commodities, como o rublo russo (+0,65%), a lira turca (+0,92%) e o rand sul-africano (+1,08%).
Após o presidente do BC, Alexandre Tombini, ter dito na semana passada que vê um certo arrefecimento nas operações de swap cambial, o mercado especula que o programa pode ser reduzido ou mesmo encerrado depois de junho. Em julho, vencem 201.200 swaps, o equivalente a quase US$ 10,06 bilhões, e os participantes aguardam nos próximos dias informações sobre como será a rolagem desses contratos.
O fluxo cambial negativo também ajudou a impulsionar o dólar, disse o gerente de câmbio da Correparti, João Paulo de Gracia Corrêa. Para ele, o dólar acompanhou o fortalecimento de preço no exterior, mas acelerou o ajuste no fim da manhã quando foram identificadas mais saídas de recursos.
Além disso, operadores comentam que o dólar reagiu hoje aos dados muito ruins da balança comercial divulgados ontem, quando o giro estava muito baixo em função dos feriados no exterior. A moeda é impulsionada também por números positivos divulgados nos EUA hoje. As encomendas de bens duráveis subiram 0,8% em abril ante março, contrariando a previsão de queda de 0,7%. Já o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) mostrou melhora no setor de serviços e dados do Conference Board sinalizaram que o consumidor está mais confiante.
