Nesta quarta-feira (28) talibãs e rebeldes classificaram a ocupação dos EUA no Afeganistão como "manutenção de perto", com mais de 10 mil soldados norte-americanos ainda no país entre os anos de 2014 e 2016, como anunciado nesta terça-feira (27) pelo presidente americano Barack Obama.
Ao manterem aos soldados, os Estados Unidos "continuam a sua ocupação" do Afeganistão e violam "a soberania, a religião e os direitos humanos" do país, criticaram os rebeldes. "Tendo em conta a experiência, dizemos aos americanos que se querem perder o seu tempo aqui, criar problemas no nosso país, sofrerão as consequências ainda mais que os outros", afirmaram os talibãs, numa referência implícita à luta contra as tropas soviéticas nos anos 1980.
"Se os americanos querem realmente terminar com a guerra afegã, devem retirar todos os soldados do país. Seguiremos com a 'jihad' (guerra santa) mesmo se restar apenas um soldado americano no Afeganistão", completou o comunicado.
Na noite desta terça-feira (27) Barack propôs a manutenção de mais de 9.800 soldados americanos em solo afegão a´pós o ano de 2014, com os mesmos soldados deixando o país de maneira progressiva até 2016. Após o prazo, 200 soldados permaneceriam na embaixada americana como parte da cooperação bilateral tradicional.

