A novela Velho Chico já está se encaminhando para a segunda e definitiva fase, após um momento de apresentação de todos os personagens principais e explicação de tudo que gera a maior intriga do enredo no decorrer da trama: o romance proibido entre Tereza (Julia Dalavia / Camila Pitanga) e Santo (Renato Góes / Domingos Montagner), além, é claro, das ambições sempre colocadas à frente de tudo por Afrânio (Rodrigo Santoro / Antônio Fagundes), fazendo com que diversas pessoas inocentes sofram da pior maneira possível, a exemplo de Ernesto Rosa (Rodrigo Lombardi) e Belmiro (Chico Diaz), ambos assassinados, mas o último, graças ao ciúme incontrolável de Cícero (Pablo Morais), revoltado por não conseguir se aproximar romanticamente de Tereza e armando uma emboscada contra o filho do retirante. O tiro que seria para o rival direto acabou pegando em cheio no peito do marido de Piedade (Cyria Coentro), deixando os telespectadores revoltados e profundamente emocionados com uma das cenas mais belas e angustiantes do folhetim de Edmara Ruy Barbosa.
O grande problema na nova etapa da trama gira em torno de alguns aspectos que, aparentemente, não foram levados em consideração pelo diretor Luiz Fernando Carvalho, um profissional, inclusive, com grandiosas recepção pela equipe Diário 24 Horas, desde a pré-produção da novela, quando fazíamos questão de demonstrar o total respeito pelas obras comandadas por ele. Entretanto, há uma confusão em meio às atualizações deste enredo, principalmente no que diz respeito à passagem de tempo e evolução de figurino, ambientação e outros fatores.
Ora, até mesmo na atual fase, ainda com a presença de Santoro, diversos telespectadores já se manifestaram sobre os cenários exibidos na TV como se fossem Salvador na década de 1980. A maioria dos responsáveis pelas críticas a este ponto são moradores da cidade ou pelo menos passaram boa parte da vida lá, no tempo em questão, e sabem muito bem que nesse período as coisas já estavam diferentes. Parece que a mesma ambientação e cenografia utilizada no início do folhetim, que se passava no final da década de 1960, é o mesmo para as filmagens com a passagem de tempo de aproximadamente 16 anos.
Agora, com a segunda fase se passando nos dias atuais, as fotos oficiais de Antônio Fagundes caracterizado como Afrânio, ou mesmo de Camila Pitanga como Tereza, utilizam a mesma ideia lúdica utilizada nos períodos anteriores, a destacar o cabelo das mulheres em uma das imagens de Fagundes. Como uma das primeiras opiniões e expectativas sobre esta escolha, podemos deixar bem claro que ainda acreditamos fielmente nos planos de Carvalho, pois não se trada de um cineasta qualquer. Tudo o que está sendo feito, com certeza tem um motivo e, consequentemente, uma abordagem puramente artística. Talvez a ideia seja, justamente, utilizar o aspecto retrô para caracterizar as mesmas figuras do passado, em uma forma diferenciada de retratar o século XXI e tudo que nele está inserido.
E você, o que acha das novas imagens sobre Velho Chico, a nova novela das 21h, que já está se preparando para despedir-se de Rodrigo Santoro, Julia Dalavia, Renato Góes e diversos outros grandes atores? Deixe sua opinião nos comentários e não se esqueça de acompanhar nossos resumos diários sobre o folhetim.

