No dia 1º de janeiro passou a valer o novo preço de R$4,40 da passagem de transporte público em São Paulo. O aumento já havia sido anunciado no dia 19 de dezembro pelos técnicos da São Paulo Transporte (SPTrans) e confirmado pelo Prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e pelo Governador do Estado, João Dória. Com o anúncio e a virada do valor na data programada, reações foram geradas por vários grupos, como o Movimento Passe Livre (MPL). O MPL organizou na tarde de terça-feira, dia 7, uma manifestação que, infelizmente, terminou em confusão.
A manifestação agendada iniciou o trajeto próximo à prefeitura, no centro da cidade. Os manifestantes levavam cartazes e bandeiras contra o aumento da passagem. O grupo foi dispersado devido a confusão gerada na altura da Avenida Paulista, no Metrô Trianon-MASP. A confusão iniciou quando um grupo de pessoas tentou se abrigar da forte chuva que caiu na cidade e se dispersar na estação do metrô, entretanto, uma linha de policiais estava próxima as catracas para conter a multidão, gerando tumulto. O confronto iniciou após o fechamento da estação. Os manifestantes ficaram encurralados e os policiais reagiram com bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta. Os integrantes do movimento reagiram quebrando vidros da estação.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, trinta pessoas foram detidas. Os manifestantes foram levados ao 78º Distrito Policial dos Jardins. De acordo com testemunhas, além dos manifestantes, repórteres que faziam a cobertura do evento também foram agredidos e presos.
De acordo com os dados do governo estadual e da prefeitura, o reajuste deste ano se deve ao aumento dos custos operacionais dos sistemas de ônibus municipais de São Paulo, Metrô e trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A porcentagem de aumento foi de 2,33%, um valor, segundo ambos os governos, abaixo dos índices de inflação de 2019.

