Investimento Estrangeiro Direto subiu 26% no Brasil após privatizações de 2019

Petrobras vendeu a TAG em junho do ano passado
Petrobras vendeu a TAG em junho do ano passado

Os dados atualizados do Monitor de Tendências de Investimentos Globais foram divulgados na última segunda-feira (20) e mostram que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) cresceu 26% no Brasil, em 2019. A divulgação, feita pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), nos apresenta um cenário refletido pela esteira de privatizações ocorrida no ano passado, sobretudo na metade do ano, quando a Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG) foi vendida.

A notícia representa, financeiramente, um aumento de US$ 15 bilhões no fluxo de recursos no Brasil, passando de US$ 60 bilhões, em 2018, para US$ 75 bilhões em 2019. O IED mede o capital de produção que foi arrecadado através de investimento estrangeiro e, segundo economistas, é considerado um investimento "bom", pois trata-se de um recurso que costuma ser destinado diretamente à aplicação em novos projetos, sejam construções privadas, obras de infraestrutura, entre outras inúmeras possibilidades. 

A venda da TAG, entretanto, entra como um dos destaques na lista de fatores que contribuíram para a expansão dos investimentos externos, segundo aponta a própria Unctad através da divulgação dos dados atualizados. A transação de US$ 8,7 bilhões que passou a TAG para a Engie e para Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) gerou uma alta de investimentos capaz de levar o país da nona para a quarta colocação no ranking de IED no mundo, ficando atrás de Estados Unidos, China e Cingapura, ainda de acordo com os dados divulgados pela Unctad.

A venda já havia sido esquematizada pela Petrobras em abril do ano passado, e fazia parte do plano de desinvestimento da estatal, que conseguiu desafogar as dívidas com o BNDES. Após concretizar a transação, a Petrobras esclareceu que continuaria "utilizando os serviços de transporte de gás natural prestados pela TAG, por meio dos contratos já vigentes entre as duas companhias, sem qualquer impacto em suas operações e na entrega de gás natural para seus clientes".

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